Hidrazonas e N-acil-hidrazonas

Devido a sua versatilidade sintética e biológica, o grupamento hidrazona e N-acil-hidrazona é um atrativo grupo funcional para o desenvolvimento de novos fármacos. Na literatura são relatadas inúmeras atividades biológicas associadas às hidrazonas, como por exemplo, antidepressiva, anticonvulsiva, antiinflamatória, antimicrobiana e antimicobacteriana.

Nosso grupo de pesquisa sintetizou e avaliou diversas hidrazonas e N-acil-hidrazonas contendo diferentes núcleos heteroaromáticos tais como derivados da isoniazida e pirazinamida (dois fármacos de primeira escolha no tratamento da tuberculose), piridinas, pirimidinas, quinolinas, quinoxalinas, cumarinas, núcleo tiofênico, furânico e tiadiazólico. Além desses núcleos foram também sintetizados e avaliados derivados de aminoácidos. Esses derivados apresentaram promissoras atividades anticâncer valendo destacar que essas classes foram testadas também para tuberculose, malária e Leishimania. As atividades variaram dependendo do núcleo, da posição e dos substituintes empregados nos anéis aromáticos e heteroaromáticos.

Testes comumente utilizados na avaliação farmacológica das substâncias sintetizadas

Citotoxicidade in vitro em células

Método MTT

A análise de citotoxicidade pelo método do MTT vem sendo utilizada no programa de screening do NCI (do inglês National Cancer Institute) dos Estados Unidos, tendo a capacidade de analisar a viabilidade e o estado metabólico da célula, sendo um método rápido, sensível e barato.

A metodologia empregada baseia-se na conversão do sal de brometo de 3-(4,5dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT) de cor amarela após solubilização em água em cristais de formazan, de cor azul púrpura. A conversão do MTT ocorre apenas em células viáveis e metabolicamente ativas, em um cristal azul/preto de formazan. através da ação de enzimas desidrogenases mitocondriais, fato que permite a quantificação indireta da porcentagem de células vivas. O produto insolúvel formado pode ser dissolvido por alguns solventes e sua quantificação é realizada a partir de absorbância, utilizando um espectrofotômetro. Dessa forma, o estudo citotóxico pelo método do MTT permite definir de forma fácil a citotoxicidade, mas não o mecanismo de ação das substâncias testadas.

As linhagens tumorais mais testadas com nossos produtos de síntese são OVCAR-8 (ovário humano), HL-60 (leucemia promielocítica humana), HCT-116 (cólon humano), SF-295 (glioblastoma humana), K-562 (leucemia mielóide crônica), PC-3 (Adenocarcinoma de Próstata), MCF7 (Adenocarcinoma de mama) e HEPG2 (carcinoma hepatocelular).